| Transtornos depressivos lideram as causas de internações psiquiátricas em São Paulo, à frente de dependência química e surtos psicóticos | ||||||
Para a gerente médica do PAI, Célia Gallo, o alto nível de estímulos estressores recebidos em uma metrópole como São Paulo estão diretamente relacionados à alta incidência de quadros de depressão e ansiedade, mas não podem ser tratados como causa principal, pois índices semelhantes são encontrados também no meio rural. Ela também ressalta que os dados do levantamento são apenas preliminares e que o uso de drogas pode ter influência indireta sobre um número muito maior de emergências. “Os números referem-se apenas às causas que levaram os pacientes ao pronto-socorro. Mas é provável que haja comorbidade dos sintomas depressivos e de ansiedade com o uso de substâncias químicas”, diz Célia. Dos 20,7 mil pacientes atendidos pelo PAI em 2010, 51% estavam em idade produtiva e tinham entre 19 e 40 anos. | ||||||
sexta-feira, 27 de abril de 2012
Depressão em números
Briga de criança
| Durante um conflito meninos tendem a apoiar os fortes; meninas costumam socorrer os frágeis | ||||||
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segunda-feira, 23 de abril de 2012
VOCÊ PODE MUDAR SUA MANEIRA DE SENTIR
Muita gente acredita que seu mau humor ou sua depressão ou emoções negativas sejam resultados de fatores incontroláveis a sua vontade. Eles perguntam: “Como posso ser feliz se fui rejeitado pela minha amada? As mulheres sempre me desvalorizam.”
Ou então dizem: “Como posso me sentir bem comigo mesmo se não sou especialmente bem sucedido, não tenho uma carreira glamorosa, sou apenas uma pessoa mediocre?”
Uns atribuem sua tristeza aos hormônios e à química de seu corpo; outros acreditam que seu mal estar esteja ligado aos acontecimentos da infância há muito tempo esquecidos, enterrados em seu inconsciente. Uns argumentam que sua infelicidade é real, uma vez que eles estejam doentes ou tenham acabado de sofrer uma grande decepção. Há ainda os que atribuem suas mazelas à situação mundial: economia instável, clima ruim, impostos altos, trânsito inviável, ameaça de guerra nuclear, aquecimento global, etc. A tragédia, argumentam, é inevitável. Sem dúvida, há parcelas de verdade nesses argumentos todos. Mas, nossos sentimentos não são alheios à nossa vontade.
Você pode pensar: “Eu simplesmente não consigo evitar esse sentimento ruim” devido a elementos externos, pela química do nosso corpo, pelos conflitos e traumas do passado. Entretanto, essa antiga teoria se baseia no fato de que você se transforma numa vítima da sua própria tragédia e estaria se enganando redondamente, uma vez que você pode mudar sua maneira de sentir. Se você quiser se sentir melhor terá que compreender que são seus pensamentos e atitudes que vão gerar o seu humor, não o elemento externo.
Conseqüentemente, você pode aprender a mudar sua maneira de pensar, sentir e agir “aqui e agora”.
Esse princípio simples, porém revolucionário tem o poder de fazer toda a diferença em sua vida.
Para ilustrar a importância da relação pensamento/humor, imagine as várias formas de reação a um elogio.
Supondo que alguém lhe diga: “Gosto muito de você. Acho que você é uma pessoa verdadeiramente boa” Como você reagiria?
Alguns ficariam contentes e até felizes; outros, tristes e culpados. Alguns se sentiriam envergonhados, outros, até reagiriam com raiva e irritação. Qual a resposta para tantas reações diferentes? As várias formas de interpretar o elogio.
Se pensou: “ele está me dizendo isso para eu me sentir melhor, só está sendo gentil!”
provavelmente vai sentir-se triste.
Se pensou: “ele está provavelmente tentando conseguir alguma coisa de mim. Porque não é mais honesto e abre o jogo comigo?” provavelmente vai sentir-se irritado.
Se pensou: ”puxa, ele gosta de mim; que ótimo!” vai sentir-se bem.
Em cada um dos exemplos, o elemento externo – o elogio – é o mesmo. Sua interpretação é que vai conduzir a emoções diferentes.
É isso que queremos dizer com seus pensamentos geram seu humor.
O oposto, quando algo de ruim acontece, também funciona da mesma forma: supondo que alguém que você considera lhe faz uma crítica, como se sentiria?
Se pensar que não presta e que o erro é todo seu, provavelmente vai sentir-se culpado e inadequado.
Se pensar que seu amigo está lhe desvalorizando e passará a lhe rejeitar vai sentir-se ansioso e preocupado.
Se pensar que é tudo culpa alheia e que ninguém tem direito de cometer tais injustiças, ficará com raiva.
Porém, se o seu nível de auto-estima for bom, é provável que fique curioso para entender o que seu amigo está pensando e sentindo.
Em cada caso sua reação dependerá do que pensa sobre a crítica. A mensagem que der a si próprio terá um enorme impacto sobre suas emoções e ainda, o mais importante de tudo, aprendendo a mudar seus pensamentos, poderá mudar sua maneira de sentir.
Estes métodos têm ajudado muitas pessoas a cuidar melhor de suas emoções, de suas carreiras, e de seus relacionamentos pessoais – e eles podem ajudar você. Não é sempre fácil. Um esforço considerável e persistência são algumas vezes necessários para fugir do mau humor. Mas pode ser feito! As técnicas são práticas e direcionadas e você pode fazê-las funcionar a seu favor.
Essa abordagem é chamada: “Terapia Cognitiva Comportamental”, pois você pode aprender a mudar seu modo de pensar, de sentir e de agir. Uma “cognição” é simplesmente um pensamento. Você deve ter notado, quando está deprimido ou ansioso, pensa sobre si mesmo e sua vida por um ângulo pessimista. Você acorda se sentindo desencorajado, se pensar: “para que levantar da cama?” Sente-se inferiorizado em reuniões sociais por pensar que não tem nada divertido ou interessante a dizer. A terapia cognitiva acredita que esse padrão de pensamento pessimista é a causa da depressão e ansiedade. Quando você pensa nos seus problemas de uma maneira mais positiva e realista, acaba experimentando auto-estima bem melhor, assim como autoconfiança e conseqüentemente, maior produtividade.
Se você quiser fugir do mau humor precisa primeiro entender que cada tipo de sentimento negativo é proveniente de um tipo específico de pensamento negativo, a saber:
Tristeza e Depressão – decorrentes da percepção de perda.
Você acha que sofreu uma perda importante para sua auto-estima. Talvez tenha sido rejeitado por alguém que considere muito, tenha se aposentado, perdido o emprego ou então, uma grande oportunidade de crescimento em sua carreira.
Frustração - decorrente de expectativas não concretizadas.
Você diz a si mesmo que as coisas deveriam ser diferentes do que são na realidade. ”Que droga, o trem não deveria atrasar quando eu estou com tanta pressa!”
Ansiedade/ Medo – provenientes de pensamentos voltados ao perigo, ameaça e risco.
Antes de fazer um discurso para uma platéia, você fica nervoso por imaginar sua voz
tremida e seu argumento esquecido! “Farei papel de bobo”, imagina.
Culpa – decorre do fato de se julgar uma má pessoa ou julgar que errou.
Mesmo quando um amigo lhe faz um pedido absurdo, ainda assim você se sente culpado ao raciocinar que se fosse uma boa pessoa concordaria em atendê-lo.
Complexo de Inferioridade – resultante do pensamento de que é inadequado em comparação com outro. Você pensa: “Ele é tão mais inteligente do que eu” ou “Ele é tão mais esperto e melhor sucedido; qual é o meu problema?”.
Raiva – decorrente da sensação de ter sido injustiçado, ou ser vítima de algum agressor. Você se convence de que alguém está lhe tratando injustamente ou tentando levar vantagem sobre você.
A conexão entre seus pensamentos e seus sentimentos vai ajudá-lo a entender porque está sentindo aquela emoção específica e conseqüentemente, mudá-la.
O que você aprenderá na terapia cognitivo-comportamental é que embora esteja convicto de que seus sentimentos sejam válidos, a maioria dos pensamentos negativos que fazem você se sentir mal podem ser distorcidos e irreais. Ex: Após uma separação você pensa: ”foi tudo culpa minha; não devo merecer o amor de ninguém, nunca mais me aproximarei de alguém.” Você ficará tão mal que acreditará piamente nesses pensamentos e chegará à conclusão que sua vida acabou. Meses mais tarde, quando voltar a se relacionar, perceberá o exagero e ficará surpreso por pensar tão mal de si próprio. Mas na ocasião, seus pensamentos negativos pareciam totalmente válidos.
Isto é uma das peculiaridades sobre o mau humor: a gente se engana e cria com muita freqüência sofrimento ao dizer pra nós mesmos uma série de inverdades. O mais estranho é que a gente não tem a menor noção de que podemos estar enganados.
Há pensamentos distorcidos que levam a sentimentos negativos.
Há também vezes em que sentimentos negativos são saudáveis e apropriados. Aprender o momento certo de aceitar esses sentimentos e conviver com situações de real negatividade é tão importante quanto aprender a se livrar de pensamentos e sentimentos distorcidos. Se a pessoa amada estiver seriamente doente, você ficará preocupado, com toda razão. Este sentimento de tristeza é sinal de carinho. Se a casa dos seus sonhos for vendida para alguém que fez uma oferta ligeiramente maior que a sua, é natural ficar decepcionado. Se você estiver discutindo com seu marido, é provável que acabe com raiva ou pesarosa. Se tiver que fazer uma palestra ou começar um novo emprego ou pedir aumento ao seu chefe, é provável que fique um pouco nervoso. Pode ser melhor, por vezes, que aceite esses sentimentos negativos.
Talvez não seja possível ser feliz o tempo todo ou ter total controle de seus sentimentos. Isso resultaria simplesmente numa armadilha aos perfeccionistas. Não conseguimos ser completamente racionais e objetivos. Temos nossas doses de deficiências, momentos de fraquezas e dúvidas, períodos de irritabilidade. Essas experiências nos dão a oportunidade de crescer, nos relacionar intimamente, e compreender o verdadeiro significado de ser humano.
sexta-feira, 13 de abril de 2012
quinta-feira, 12 de abril de 2012
Brasileiros desenvolvem novidade para tratamento da esquizofrenia
por Equipe No Pátio

Brasileiros desenvolveram um modelo com células humanas para estudar a esquizofrenia. A pesquisa, que foi coordenada pelo Instituto de Ciências Biomédicas da UFRJ, é considerada inédita no mundo!
Atingindo cerca de 1% da população, a esquizofrenia provoca alucinações em seus portadores, atuando por meio de mecanismos ainda pouco conhecidos pela ciência. Os pesquisadores acreditam que o modelo permitirá a compreensão das bases biológicas da doença.
Desenvolvido com tecnologia nacional, o trabalho uniu cientistas da UFRJ, UFRGS, USP e Instituto Nacional do Câncer (Inca), e foi aceito para publicação pela revista “Cell Transplantation”.
Utilizando células-tronco de pluripotência induzida (iPS, na sigla em inglês), os pesquisadores conseguiram demonstrar que o excesso na produção de radicais livres é um dos responsáveis pelo surgimento do distúrbio. Além disso, foi possível identificar alterações específicas da esquizofrenia nos neurônios. O mais interessante é que durante os testes, os cientistas corrigiram essas alterações, fazendo com que os neurônios funcionassem normalmente!
Ainda é necessário realizar outros estudos, porém, os pesquisadores estão convencidos de que possuem instrumentos importantes para o desenvolvimento de um tratamento realmente eficiente contra a esquizofrenia!
sexta-feira, 30 de março de 2012
sexta-feira, 23 de março de 2012
O QUE É TERAPIA COGNITIVA?
A terapia cognitiva é uma abordagem que foi desenvolvida por Aaron Beck e colaboradores na década de 50, enquanto conduziam estudos empíricos para comprovar princípios psicanalíticos, na Universidade da Pennsylvania em Philadelphia. A partir desses estudos Beck propôs um modelo de depressão, que com o aperfeiçoamento em sua teoria passou a ser aplicado como um novo sistema de psicoterapia, a TC.A TC baseia-se no pressuposto de que os afetos e os comportamentos de um indivíduo são determinados em grande medida pelo seu modo de estruturar o mundo (Beck 1970-76). Ou seja, a experiência pessoal nos leva a formar explicações próprias sobre o que acontece conosco. Cada indivíduo tem a sua própria forma de ver a si mesmo, o mundo e as pessoas. Essas explicações formam nosso sistema de valores e crenças. Geram-se então os chamados pensamentos automáticos negativos que invadem a mente das pessoas, em geral associada a emoções desagradáveis, e comportamentos indesejáveis. Isso acontece porque a pessoa ao dar uma explicação a uma determinada situação considera apenas as evidências que favorecem seus pensamentos negativos, esquecendo de avaliar as evidências ao contrário. Quando a pessoa aprende a considerar e avaliar as evidências contrárias ao seu pensamento, poderá entender a mesma situação de uma forma menos conflituosa.
Quando nossas explicações tomam o caminho do pessimismo - "A culpa é minha. Meu chefe me acha incompetente. As pessoas vão rir de mim. Vou passar mal na frente das pessoas. Sou péssima mãe. Não sei fazer as coisas direito. Meus colegas são melhores que eu. Sou um fracassado.", - apresentamos emoções desagradáveis (tristeza, raiva, ansiedade) e nosso comportamento também não será nada satisfatório (ficamos paralisados, evitamos a situação, desistimos, etc). Quando nossos pensamentos nos levam a ter explicações realistas, fica mais fácil atingir a meta estabelecida.
Podemos dizer que não é uma situação que determina as emoções e comportamentos de um indivíduo, mas sim suas cognições (pensamentos) ou interpretações a respeito dessa situação. O que você pensa quando as coisas não dão certas, determinarão o que você vai sentir em seguida e o que vai acontecer depois: se você vai desistir ou se vai fazer com que as coisas dêem certas. Portanto, a explicação que cada pessoa tem a respeito das situações pode ser responsável pela vitória ou pela derrota. Força de vontade apenas não são suficientes para alcançar o sucesso. É necessário ter uma boa estrutura cognitiva para superar os obstáculos.
O trabalho do psicólogo Cognitivo é, buscar em colaboração com o paciente, a reestruturação de seus pensamentos, a partir de uma conceituação cognitiva de si e de seus problemas.
Modelo Cognitivo
O que eu penso no momento em que as coisas acontecem comigo, vai determinar as emoções que vou sentir em seguida (raiva, ansiedade, tristeza ou tranqüilidade) assim como o comportamento que terei (desistência, paralisação, continuação pra fazer dar certo).
Cognições → Emoções → Comportamento
Identificando Pensamentos
• SITUAÇÃO: (O que você estava fazendo no momento em que sentiu seu humor mudar?).
• EMOÇÃO: (O que você sentiu? Raiva, tristeza, ansiedade, medo, culpa?)
•Cognições Pensamento Automático Negativo PAN: (O que você pensou no momento em que essa coisa ruim aconteceu? O que você disse pra você mesmo que o deixou com essa emoção desagradável?).
• COMPORTAMENTO: (O que você fez em seguida?)
EXEMPLO:
• SITUAÇÃO: No trabalho fazendo meu relatório. O chefe chega fazendo críticas dizendo que eu já deveria ter terminado.
• EMOÇÃO: raiva.
• COGNIÇÕES (PENSAMENTO AUTOMÁTICO NEGATIVO): - Que cretino, por que esta pressa toda? Ele não gosta do meu trabalho, vai me demitir.
• COMPORTAMENTO: Fiz cara feia para meu chefe, perdi a concentração e demorei ainda mais para entregar o relatório.
Pode ser diferente?• Sim, pode. Basta aprender em conjunto com seu terapeuta, como identificar esses pensamentos, contesta-los e modifica-los de acordo com a realidade, sem distorções. Através da descoberta das crenças, dos comportamentos e emoções negativas que impedem o paciente de atuar satisfatoriamente em seu cotidiano, comprometendo seu bem estar, e através da busca de recursos internos para enfrentar seus problemas, o paciente vai aos poucos mudando as cognições a respeito de si mesmo, do mundo e do futuro, aprendendo a gerar alternativas e controlar as suas próprias emoções resolvendo seus problemas autonomamente.
Cleonice Andrade
Psicologa/terapia cognitiva
CRP: 12/04023
Cleonice Andrade
Psicologa/terapia cognitiva
CRP: 12/04023
Tel: 47- 30288083
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