segunda-feira, 18 de janeiro de 2016

CASAMENTO EM CRISE

Se pararmos um pouco com nossas atividades do cotidiano e observarmos a nossa volta, vamos nos deparar com um grande percentual de separação entre casais. Se conversarmos com algumas dessas pessoas observaremos seus sentimentos de desilusões e frustrações que ocorreram em seu relacionamento conjugal. E muitas vezes ouvimos: "Onde este mundo vai parar? O que está acontecendo com aquele amor que transformava os relacionamentos em casamentos duradouros antigamente e nos pouquíssimos que hoje se mantêm?".

• Para responder estas e outras perguntas pode-se encontrar nos estudos, nas pesquisas, e nas experiências profissionais fatos que comprovam que os indivíduos mantêm alguma esperança com relação às necessidades que serão atendidas pelos cônjuges. Percebe-se que a maioria tem expectativas altas e irreais sobre o que espera do companheiro. Estas crenças disfuncionais, infelizmente, são reforçadas quando assistimos a novelas, a filmes românticos, a propagandas, quando ouvimos histórias ou vemos fotos de uma família perfeita e feliz. Quando nos deparamos com imagens como essas, nos espelhamos em certos personagens e imaginamos que a perfeição existe, uma perfeição que na realidade é inalcançável. Uma história como a Bela Adormecia, por exemplo, termina com "e viveram felizes para sempre", deixando a ilusão de que não existem conflitos entre pessoas que se amam. Então após algumas discordâncias, discussões e brigas o casal chega à conclusão de que estão infelizes e precisam procurar a felicidade em outro lugar ou com outra pessoa. Pensamentos distorcidos como "uma pequena mudança não é suficiente. Temos de mudar muito. A solução precisa ser perfeita. O outro precisa me fazer feliz. Se estamos brigando é porque nos odiamos", entre muitos outros pensamentos comuns no dia-a-dia do casal, se transformam em crenças disfuncionais que colaboram e influenciam para uma decisão precipitada a cerca do casamento, provocando a separação, antes mesmo de conhecer a realidade de um relacionamento conjugal. Existem pessoas que passam sua vida inteira à procura de uma realização pessoal baseadas em uma crença distorcida da realidade. Correm atrás de uma perfeição que não existe.

• Precisamos ficar atentos a certas armadilhas que levam uma vida conjugal a se transformar em conflitos. Se quisermos melhorar o relacionamento precisamos nos concentrar na realidade. Identificar, em colaboração com um terapeuta cognitivo, pensamentos distorcidos e disfuncionais, desafiá-los e modificá-los. Um terapeuta especializado está preparado para ajudar essas pessoas. Antes de tomar uma decisão sobre uma separação é de extrema importância esta verificação e correção de pensamentos distorcidos que podem levar um indivíduo a experimentar sentimentos desagradáveis, mas que podem ser evitados ou reparados.



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CRP: 12/04023
Psicologa Clinica Especialista  - Terapia Cognitiva Comportamental

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RIVALIDADE ENTRE IRMAOS


Quando se trabalha com famílias tem-se a oportunidade de ouvir vários sentimentos serem expressos pelos seus membros. O que fica evidente nesta relação é a rivalidade que existe entre os irmãos. Esta rivalidade pode se apresentar implícita ou explicitamente. Alguns irmãos cultivam estes sentimentos de forma silenciosa enquanto que outros disfarçam. Existe ainda aquele que expressa seus sentimentos diretamente, confrontando-se com o outro. A forma como cada um lida com essa rivalidade está baseada nas diferentes personalidades existentes.

• É na adolescência que em geral a inimizade começa a criar forma e instalar-se na família. É quando os filhos começam a expressar sentimentos de inveja de um pelo outro e ciúme da relação que os pais mantêm com um deles. A rivalidade surge pela disputa pelo espaço dentro da família, pelo amor e admiração dos pais e pela busca de destaque. A inveja, o ciúme, o egoísmo e o narcisismo são elementos que acompanham toda a fase da infância e são responsáveis pela necessidade de disputa entre as crianças, o que faz parte do desenvolvimento normal delas. São estes elementos que transformam os irmãos em adversários. Dependendo da dinâmica familiar, eles podem caminhar para uma competição saudável e equilibrada ou se desenvolver para uma grande inimizade.

• As brigas entre eles começam por aquele que tem maior carga de raiva. Os resultados são agressões mútuas, verbais ou físicas, fazendo com que os pais cumpram seu papel de educador. Porém estes, na tentativa de promover harmonia e respeito, muitas vezes assumem uma postura que acabam infringindo os próprios valores. Com a intenção de eliminar as discussões acabam adotando uma política com ação de efeito contrário omitindo informações, mentindo, cometendo injustiças, acobertando, fazendo chantagens, suportando abusos, desaforos e desrespeitos.

• De acordo com NISE BRITTO (2002), autora do livro Rivalidade Fraterna, quando um filho desenvolve o hábito de usar objetos pessoais do outro, sem autorização, ele está evidentemente desconsiderando a existência do irmão e propondo um tipo de relação que deseja estabelecer com o mundo, onde ele tenha todos os direitos e nenhum dever. Uma conduta baseada na realização de seus desejos e suas necessidades. E o que pode parecer uma brincadeira para os pais, pode tornar o início de um problema no futuro. Por que? Porque depois disso, o filho continuará com a intenção de impor sua conduta a todo núcleo familiar e social. Portanto, é importante que os pais tenham consciência do que realmente estão cedendo quando deixam certos comportamentos passarem despercebidos. Eles precisam identificar dificuldades e trabalhar para superá-las na prática com os filhos no dia-a-dia. Agindo desta forma, com certeza, vão retomar a autonomia e restabelecer a ordem na família.

• Esta autora salienta ainda que o papel de filho é o primeiro papel existente adquirido pelo indivíduo. Primeiro ele existe como filho antes de ser qualquer outra coisa. Em função disso, é importante que o indivíduo se sinta reconhecido e assumido socialmente no seu papel de filho. O social precisa saber quem ele é, a que pertence, quem dá a ele cuidado e proteção fora de casa. Quando um filho é rejeitado ou possui pais imaturos, descumpridores de suas funções parentais, o social o vê como alguém que é meio largado no mundo, que não tem quem brigue por ele, por seus direitos e também para que tenha suas necessidades supridas. O que ele precisa é de reconhecimento justo, honesto, de apoio e incentivo para superar suas limitações. E isso não significa concordar com tudo o que ele diga ou pense, mas sim, educar de forma que se estabeleça uma relação madura e equilibrada entre os membros da família. Aos pais que encontram dificuldades é fundamental a procura de um profissional competente para ajudá-los nesta batalha.




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SOMOS OQUE PENSAMOS

Se estudarmos a teoria do pesquisador Martin Seligman sobre o nosso estilo explicativo em seu livro Aprenda a Ser Otimista (1992), observaremos que o mesmo defende a idéia de que a maneira como pensamos quando estamos deprimidos difere da maneira como pensamos quando não estamos deprimidos. Portanto, não é a situação que causa uma emoção, mas sim a forma como interpretamos a situação é que causa a emoção seguindo então de um comportamento.

• Quando somos crianças aprendemos com nossos pais, através da escuta e da observação, como eles interpretam e explicam os acontecimentos do cotidiano. Se eles explicam de forma pessimista as vicissitudes da vida, é assim que seus filhos vão aprender a olhar o mundo, a si mesmos e o futuro. Quando a mãe critica seus filhos pelas falhas cometidas, eles ouvem atentamente a forma e ao conteúdo que lhes é dito naquele momento. E é claro, acreditam nas críticas que recebem usando-nas para formar seu próprio estilo explicativo. Mas pesquisas também mostram que as crises vivenciadas pelas crianças também interferem no estilo explicativo aprendido.

• Segundo Seligman (1992) as pessoas com estilo explicativo permanente pensam em termos de "sempre " e " nunca ". Exemplo: Os regimes nunca • funcionam. Vocêsempre resmunga. Você nunca fala comigo ". E as pessoas otimistas pensam em termos de " às vezes " e " ultimamente ". Exemplo: "Os regimes não funcionam quando você come fora. Você resmunga quando não limpo o meu quarto. Você não tem falado comigo ultimamente ".

• Segundo este autor as pessoas que desistem com facilidade acreditam que as causas dos maus acontecimentos que ocorrem em suas vidas são permanentes e persistentes, afetando tudo o que fazem. Já os bons acontecimentos são vistos pelos pessimistas de maneira temporária. O que faz com que o individuo desista depois de um sucesso porque acredita que o sucesso foi uma causalidade, uma questão de sorte e não de seu esforço como pensa um otimista. As pessoas que pensam que venceram porque se esforçaram terão mais chance de vencer na vida. Os otimistas acreditam que as causas dos maus acontecimentos são passageiras e as causas dos bons acontecimentos são permanentes.

• Existe também o estilo explicativo de abrangência - o universal e específico. O individuo que explica seus insucessos de forma universal desistem de tudo quando ocorre um revés numa determinada área. Já o individuo com explicações específicas se sente desamparado somente naquela área afetada, enquanto que as outras áreas de sua vida continuam funcionando normalmente. Por exemplo, duas pessoas perdem o emprego. Uma delas vê essa situação em termos universais pensando: "meu desemprego mostra que sou um fracasso em tudo " - ela deixa o desemprego afetar todas as áreas de sua vida. A outra vê em termos específicos pensando: " não sou bom em contabilidade " - ela deixa que o desemprego afete somente a área profissional, mantendo as outras intactas. Portanto, para os otimistas os maus acontecimentos têm causas específicas e os bons acontecimentos causas universais. E para os pessimistas os maus acontecimentos têm causas universais e os bons acontecimentos causas específicas.

• E o ultimo estilo explicativo da teoria de Seligman é o de personalização. Segundo ele quando nos acontece coisas ruins, podemos nos culpar ou culpar o meio ou os outros. Ao invés de dizermos pra nós mesmos "sou inseguro", podemos dizer "cresci na pobreza". Quem se culpa tem auto-estima baixa, se julga sem valor, sem talento, depressivas. Quem culpa os outros (o externo) não perde a auto-estima. A personalização interna ou externa controla o que você sente sobre si mesmo. Já a abrangência e a permanência controlam o que você faz. Quem não se gosta diz que as coisas boas acontecem por causa dos outros.

• As pessoas deprimidas assumem muito mais responsabilidades do que os cabe. Nós profissionais queremos que eles mudem. Se elas continuarem acreditando de forma permanente que é estúpido, que lhe falta talento e é feio, não fará nada para mudar. Elas precisam exteriorizar sua culpa para começar a mudança em sua vida. Exteriorizar a culpa não significa deixar de assumir seus erros, ser superior, arrogante ou egoísta, mais sim, aprender várias maneiras de falar consigo mesmo quando sofrer uma derrota pessoal. Aprender a ver os insucessos de uma forma mais animadora, pois sabemos que os pessimistas desistem com facilidade e os otimistas se refazem da derrota dando a volta por cima. A diferença entre os dois é que um aprendeu a ser mais flexível que o outro.

• Resumidamente, o segredo para uma vida otimista, satisfatória e sem depressão é aprender a arte da flexibilidade, pois assim produziremos mais no trabalho, na escola, gozaremos de melhor saúde e seremos capazes de termos uma vida mais longa.



BIBLIOGRAFIA

SELIGMAN, Martin. Aprenda a Ser Otimista . Rio de Janeiro: Record, 1992


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Cleonice de Fátima de Andrade é Psicóloga Clinica Especialista - Terapia Cognitiva Comportamental


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TABAGISMO E PROBLEMAS EMOCIONAIS


À medida que se expande o conhecimento sobre os efeitos do tabagismo aumenta também a preocupação dos profissionais da saúde mental. Estudos têm demonstrado que em torno de 50 a 84% das pessoas fumantes que procuram ajuda apresentam depressão, ansiedade ou outros distúrbios emocionais. O que impressiona os pesquisadores é que apesar de toda a mortalidade causada pelo tabaco, seu consumo continua aumentando. A maioria reconhece que o cigarro faz mal à saúde, porém parece que não sabe da extensão desse prejuízo. Parece que os fumantes fixam-se no efeito prazeroso momentâneo deixando de se preocupar com os prejuízos em longo prazo. A nicotina atinge o cérebro em menos de 10 segundos e causa liberação de dopamina e endorfinas. Essas substâncias são responsáveis por sensações de prazer, melhora da concentração, do humor e redução dos sintomas de abstinência. O cigarro traz ilusoriamente a sensação de "problemas emocionais e físicos resolvidos rapidamente como em um passe de mágica". Ilusória, porque logo depois de alguns minutos toda aquela ansiedade e sensações de fissura voltam novamente pedindo por uma nova tragada. E assim se segue para o caminho da dependência.

• Portanto, deve-se evitar a primeira tragada. O tabagismo é considerado uma doença crônica e deve ser tratado como dependência química. Apenas 5% dos que tentam parar de fumar conseguem atingir esse objetivo. A maioria precisa de auxílio medico e psicológico. Muitas vezes o paciente precisa ser medicado para reposição de nicotina e redução dos sintomas físicos e psicológicos da abstinência que incluem: ansiedade, irritação, insônia, mau humor, depressão, desânimo, dificuldade de concentração, aumento do apetite, suor, dor de cabeça, distúrbios intestinais, aumento da tosse. Importante salientar que esses sintomas começam algumas horas após a última tragada, atingindo o pico em 2 a 3 dias, mas desaparecem depois de 2 a 4 semanas. Difícil enfrentar? Bastante. É muito mais fácil não começar. É um problema sério que a sociedade em geral deveria lutar contra. Infelizmente há pouca orientação dos jovens quanto aos sérios riscos. Acredita-se que isso também se deve à falta de uma lei mais rigorosa proibindo o fumo assim como a facilidade para comprar cigarros.

• Aos que já estão fumando as vantagens para passar pelo período da abstinência são muitas: melhora a capacidade física e gosto pelos alimentos, melhora o olfato e o hálito. Após 20 minutos do último cigarro a pressão arterial e os batimentos cardíacos voltam ao normal. Depois de um dia sem cigarros o risco de ataque cardíaco reduz. Em 3 dias os brônquios relaxam e aumenta a capacidade respiratória. A circulação começa a melhorar. Em 9 meses reduz-se a tosse, melhora a respiração e limpeza dos pulmões, aumentando também a capacidade física. Após 15 anos sem fumar o risco de morte por doença coronariana se iguala ao de uma pessoa que nunca fumou. Em 20 anos o risco de câncer se aproxima do risco de uma pessoa que nunca fumou. Em outras palavras, há grandes razões para deixar de ser um fumante. A terapia cognitiva apresenta grande eficácia no tratamento do tabagismo, pois ensina técnicas para identificar, desafiar e modificar pensamentos automáticos negativos que levam o indivíduo ao estresse, à depressão, à ansiedade e a outros problemas emocionais que provocam a fissura pelo cigarro. Identificando e modificando também crenças permissivas como: "fumar só de vez em quando não vai causar vício. Só vou fumar um para experimentar. Se várias pessoas fumam e ainda estão de pé é porque o cigarro não é tão perigoso assim. O fumo pode me relaxar, e ajudar a passar o tempo. Quando eu fumo meu humor melhora.", que facilitam o início do processo de dependência da nicotina.



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A ERA DO ESTRESSE

Estamos vivendo em uma Era de grandes mudanças. Mudanças essas que passam a exigir de nós seres humanos esforços contínuos para podermos nos ajustar ao cotidiano moderno. Essas mudanças são, sem dúvida, necessárias e apropriadas para a evolução humana. Porém não podemos perder de vista o que essas novidades têm causado. Para uma boa adaptação as pessoas passam a se expor excessivamente a situações que podem causar conflitos, ansiedades, depressão, angústia e um desequilíbrio emocional significativo. Diante de tanta agitação, competitividade, e pressão para se ajustar ao novo, podemos dizer que estamos vivendo na Era do Estresse.

• De acordo com o médico psiquiatra Geraldo Ballone (2002), " o estresse é a resposta fisiológica e de comportamento de um indivíduo que se esforça para adaptar-se e ajustar-se a estímulos internos e externos. Como a energia necessária para esta adaptação é limitada, se houver persistência do estímulo estressor, mais cedo ou mais tarde o organismo entra em uma fase de esgotamento. Uma "dose baixa" de Estresse é normal, fisiológico e desejável. Trata-se de uma ocorrência indispensável para nossa saúde e capacidade produtiva. As características desse Estresse positivo são: aumento da vitalidade, manutenção do entusiasmo, do otimismo, da disposição física, interesse, etc. Por outro lado, o Estresse patológico e exagerado pode ter conseqüências mais danosas".

• Como o estresse patológico afeta as pessoas? Através de reações emocionais, comportamentais e fisiológicas. Portanto, fique atento aos seguintes sintomas: dificuldade de adormecer, respiração curta, dor ou pressão no peito, diarréia, náuseas, sensação de bolo na garganta, fraqueza, mal estar, sensação de que o corpo está flutuando, tonturas, dores de cabeça, indigestão, dores musculares, insônia, taquicardia, alergias, queda de cabelo, mudança do apetite, gastrite, esgotamento físico, apatia, memória fraca, tiques nervosos, isolamento, introspecção, sentimentos de perseguição, desmotivação, irritabilidade, choro excessivo por motivos pequenos, dores nas costas (ombros ou nuca) ansiedade, etc. Um conjunto desses sintomas sendo freqüentes, fortes e não explicáveis organicamente podem indicar que você está passando por um momento de estresse. Se isso estiver acontecendo não deixe de procurar ajuda, pois o estresse pode ser controlado. Um bom profissional tem técnicas especificas para problemas como esses.


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Cleonice de Fátima de Andrade é Psicóloga / Terapeuta Cognitiva em Joinville.
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ADOTEI UMA CRIANÇA...E AGORA?


A literatura brasileira está cheia de publicações importantes, pesquisas e estudos sobre diversos assuntos. Mas infelizmente dificilmente se encontra algo para auxiliar aquelas pessoas que resolvem adotar um filho. A adoção é um tema complexo que deveria receber mais atenção por parte dos profissionais e pesquisadores.

• A adoção é um ato de amor, de coragem e deve ser um exemplo seguido por muitas pessoas. Crianças adotadas são filhos do coração e é um gesto maravilhoso. São várias as crianças necessitando do amor de uma família na nossa sociedade, e são várias as famílias tendo muito amor reservado para essas crianças.

• No entanto, percebemos que essas famílias muitas vezes se encontram cercadas de dúvidas a respeito de como proceder na educação de um filho adotivo. Será que devemos contar a verdade? E se devemos contar, qual é o melhor momento? E se contarmos será que a criança ficará traumatizada? Será que ela vai deixar de amar a gente? Será que ela vai querer conhecer os pais verdadeiros? Perguntas como essas entre inúmeras outras, devem trazer grandes preocupações e noites de insônia para esses pais, além de gerar ansiedade.

• Mas a adoção, ao contrário do que muitas pessoas pensam, dificilmente trará problemas futuros para a criança ou para os pais se esses educarem seus filhos com flexibilidade. São os pais adotivos que estão criando e vendo a criança crescer que vão, através de seu comportamento e principalmente através da forma de falar e do conteúdo que utilizam nos momentos de comunicação e imposição de limites, modelar as maneiras como a criança vai ver a si mesmo, o mundo e futuro. Os pais devem ter consciência do impacto que suas palavras causam na formação da personalidade de seus filhos. As palavras que os pais utilizam para educar seus filhos tem um grande poder na formação do estilo explicativo que a criança vai se basear para interpretar o mundo.

• E é obvio que por mais naturalidade que a família tente passar para criança, vai chegar o momento em que ela vai perguntar, assim como todas as outras crianças, de onde veio. E esse é o melhor momento para uma explicação, porque a criança não quer saber se foi adotada. Ela quer saber de onde veio. Portanto sim, acreditamos que a criança deve saber desde o início a verdade, pois dificilmente um segredo pode ser mantido por toda uma vida. E como as pessoas a sua volta sabem de sua história e não podemos colocar um esparadrapo na boca de todos, um ou outro poderá acabar dando com a língua nos dentes. As crianças normalmente costumam fazer perguntas simples e se satisfazem com respostas simples. E na medida que sua capacidade de compreensão for aumentando elas voltam a questionar suas dúvidas. Cobrir os pais de "porquês" faz parte do desenvolvimento comum de todas as crianças.

• É importante salientar que os filhos adotivos devem receber a mesma educação que os filhos naturais. Devem receber limites da mesma forma que os outros. Os pais portanto, não devem aceitar provocações ou chantagens feitas pelos filhos adotivos, pois estes podem se utilizar dessas ferramentas quando frustrados, para fazer ameaças aos pais e conseguirem o que querem. Principalmente se eles descobrem que este é o ponto fraco dos seus pais. Pais adotivos podem sim, contrariar seus filhos quando estes precisam de limites. Crianças sem limites são mal educadas. E limite também é sinal de amor. Pais equilibrados emocionalmente educam filhos também equilibrados.

• As pessoas deveriam se apoiar mais nos profissionais da saúde mental para auxiliá-los no caso de dúvidas. Ninguém é perfeito e crianças não vem com manuais de instruções. Procurar ajuda de profissionais especializados não deveria ser motivo de vergonha ou preconceito, mas sim motivo de coragem em assumir que é um ser humano que muitas vezes se sente perdido em certas situações. Essa deveria ser a nossa realidade e não o que infelizmente observamos. Embora tenha aumentado bastante a preocupação dos adultos em relação aos problemas emocionais das crianças, ainda nos deparamos com grande dificuldade em conscientizá-los de que a criança ou o adolescente assim como o adulto também pode apresentar depressão, ansiedade, desesperança e até risco de suicídio.

• Os pais deveriam ficar atentos a certos comportamentos dos filhos que eles consideram inadequados e procurar um profissional para uma avaliação, independente que seja adotado ou não. A terapia cognitiva tem oferecido um excelente trabalho de prevenção da depressão e ansiedade direcionada tanto para os pais (futuros pais), quanto para os professores ou estudantes da área de psicologia. O objetivo desses profissionais é conscientizar as pessoas dos problemas emocionais mais comuns na infância e na adolescência, além de orientar os adultos ou responsáveis de como estabelecer limites a seus filhos e ainda prepará-los para uma qualidade de vida melhor, mantendo o equilíbrio emocional dessas crianças. Pais adotivos ou não, sempre terão dúvidas em algum período do desenvolvimento do seu filho. Eles devem estar cientes de que não estão sozinhos e que existem excelentes profissionais que estudaram exatamente para auxilia-los nesses momentos.




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Cleonice de Fátima de Andrade é Psicóloga Clinica Especialista -
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MULHERES BOAZINHAS NAO FAZEM SUCESSO

Atualmente estamos vivendo em uma época que homens e mulheres competem para atingir o rótulo de "bem sucedido" profissionalmente. Conseqüentemente o numero de pessoas estressadas está cada dia maior por sentirem-se sob pressão. A maioria das pessoas que procuram ajuda neste momento de estresse são mulheres desanimadas e ansiosas com suas carreiras. Elas questionam o motivo por ainda não estarem no topo mesmo depois de tantos esforços, correria, inteligência, dedicação total e competência no que fazem. A resposta a essa pergunta normalmente é automática na mente de muitas pessoas: "ainda vivemos em um mundo machista onde as prioridades serão sempre deles". Será? Por que então muitas mulheres atingiram o sucesso? O que elas fizeram para chegar lá e permanecerem no cargo importante tendo muitos homens como subordinados?

• Uma pesquisadora (Frankel, Lois, 2005) se dedicou totalmente a essa questão, entrevistando mulheres do mundo inteiro. Ela descobriu que as mulheres mesmo sendo inteligentes e capazes agem inconscientemente de forma prejudicial a sua carreira. Então garotas, o problema é nosso. O que estamos fazendo de errado? Aliás, vamos tomar cuidado com essa palavra "garota". O segredo do sucesso está exatamente nela. No mundo dos negócios você pode ser uma garota, mas nunca agir como se fosse uma e muito menos agir como homem. Em outras palavras, se mesmo depois de adulta a mulher continuar agindo como uma garotinha, lá estarão eles prontinhos para assumirem o lugar tão disputado. E porque uma mulher se comportaria como uma garota? Pense: desde criança as meninas aprendem que seu sucesso depende de algumas atitudes estereotipadas, tais como ser bem-educada, submissas, suaves, assim por diante. A sociedade reforça esse comportamento e a crença é enraizada. Então, são comuns elas crescerem e iniciarem suas carreiras agindo da mesma forma. O problema é que no mundo dos negócios essas atitudes não funcionam na maioria das vezes. Meninas boazinhas e submissas não fazem sucesso. Neste universo a pessoa precisa deixar de ser ingênua, ser objetiva e clara em relação aos seus desejos e expectativas, saber dizer "não" quando necessário, impor-se, formar a sua própria rede de relacionamentos, participar ativamente de reuniões, saber tomar decisões sozinhas em momentos de emergência sem medo de errar, nunca demonstrar insegurança e ainda não ter a necessidade de ser querida por todos o tempo todo. É óbvio que esses são apenas alguns exemplos, a lista continua. Difícil? Muito. Ser bem sucedida dá trabalho antes mesmo de iniciar a carreira. Identificar, desafiar e modificar certas crenças pode não ser fácil e se trata apenas do começo do processo. Muitas fazem a opção de continuarem a serem garotinhas porque é mais fácil principalmente quando elas têm em quem se apoiar. Isso porque é muito mais cobrado pela sociedade sermos delicadas e muitos podem achar estranho esse novos comportamentos vindo de uma mulher. Portanto, há apenas uma escolha a fazer: continuar sendo uma garotinha ou se tornar uma mulher. Uma boa terapia de reestruturação cognitiva pode ajudar a acelerar esse processo sem tantos danos emocionais. É importante entender que ser adulto não significa ser grosseiro com as pessoas, mas sim aprender habilidades sociais para atingir a flexibilidade. Portanto, no mundo feminino dos negócios, ser bem sucedida não depende apenas da competência e esforços extras é necessário ir muito além. É necessário principalmente, saber ser MULHER.



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