quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Maconha, psicose, esquizofrenia e concentração

A evidência está aumentanto, os adolescentes que usam maconha regularmente estão aumentando suas chances de desenvolver a psicose, um padrão incomum de pensamentos ou percepções, como acreditar que a televisão está transmitindo mensagens secretas.
O uso regular de maconha também aumenta o risco de desenvolver esquizofrenia, uma desordem da saúde mental incapacitante, que não só causa a psicose, mas também problemas de concentração e perda da expressão emocional. Em muitos casos, uma pessoa com esquizofrenia se limita a viver a sua vida em um estabelecimento de saúde mental.
Estudo
Em um estudo recente feito em Harvard investigadores seguiram 2.000 adolescentes até eles se tornarem adultos jovens. Os jovens que fumaram maconha pelo menos cinco vezes tinham duas vezes mais chances de desenvolver psicose dentro de um período de dez anos.
Fator hereditário
Muitas doenças mentais são hereditárias, a  esquizofrenia e  a psicose está entre a lista de doenças mentais hereditárias. Uma adolescente que tem um pai ou um irmão com uma das duascondições tem uma chance em dez de ter também tê-las. Quando ocorrem abusos com a maconha, ainda quando adolescente, dobra- se o risco para uma chance em cinco de desenvolver esquizofrenia ou psicose.
Conclusão
A investigação sobre como o cérebro é afetado pela maconha e outras drogas ilícitas ainda está sendo estudada. Os cientistas têm uma compreensão bastante clara de como a maconha e outras drogas perigosas podem ser para o cérebro, mas o quanto dano pode ser feito pelo uso de drogas ainda é desconhecido.

ProSavin: injeção que substitui a Dopamina no cérebro do parkinsoniano

Uma injeção de genes no cérebro podem reduzir substancialmente os sintomas da doença de Parkinson, segundo os cientistas da empresa de biotecnologia, BioMedica Oxford.
O tratamento, ProSavin, melhorou a marcha e destreza em até 61% dos pacientes (n=9) que realizaram um teste de segurança inicial.
A doença de Parkinson, que causa tremores e rigidez muscular, é causada pela morte das células cerebrais que produzem uma substância química chamada dopamina, que é essencial para a coordenação.
Os ensaios foram em pacientes que haviam deixado de tomar um medicamento chamado L-Dopa, o que aumenta a dopamina, mas pode causar problemas musculares.
A injeção contém três genes que produzem enzimas que funcionam como uma “fábrica” de substituição de dopamina no cérebro.
Nos nove pacientes que receberam a injeção houve uma redução média de 43% nos sintomas de tremor e rigidez. Um paciente referiu uma melhora de 61%, e não foram observados efeitos colaterais graves.
Tom Isaacs, do Parkinson Cure, disse: ”ProSavin é um dos mais avançados produtos em desenvolvimento da terapia genética e é único no seu objetivo de alcançar reposição de dopamina. Esses resultados demonstram também que o ProSavin tem potencial para fazer uma enorme diferença para aqueles que têm Parkinson”
Mais estudos são planejados, mas a previsão é de pelo menos seis anos até a venda.

Estudo recente promete uma nova droga para Parkinson

A doença de Parkinson é a segunda doença neurodegenerativa mais comum, afetando 1-2% da população com idade acima de 65 anos. É caracterizada por perda de células cerebrais (neurônios) envolvidas com a produção do neurotransmissor dopamina que ajudam a controlar os movimentos voluntários.
Investigadores da NeuroNova AB, do Departamento de Neurociência, Karolinska Institutet, ambas em Estocolmo, o Instituto de Parkinson, Sunnyvale, EUA, e da Motac Ltd, Reino Unido, descobriu que as alterações bioquímicas no experimentadas em roedores d modelos da doença de Parkinson podem ser combatidas através de infusão do fator de crescimento-BB (PDGF-BB). E, isso pode oferecer uma estratégia alternativa para restaurar a função nessa doença.
Em modelos animais de lesão nigroestriatal, um tratamento de duas semanas, com esse fator de crescimento resultou na restauração de longa duração de sítios de dopamina“, comentou Anders Haegerstrand, MD, PhD, diretor científico da NeuroNova AB, Estocolmo, Suécia. “Também promoveu a proliferação de células progenitoras neurais na zona subventricular. Os efeitos sobre os neurônios dopaminérgicos e recuperação funcional podem ser bloqueadas por uma co-infusão com um inibidor da proliferação, indicando uma relação entre os efeitos proliferativos e anti-parkinsonianos. Baseado nos dados atuais, considera-se o fator de crescimento  um medicamento clínico candidato para o tratamento da doença de Parkinson.
O estudo demonstrou, pela primeira vez uma relevância funcional da proliferação de células PDGF. Nos ratos estudados a normalização do comportamento após o tratamento PDGF-BB durou 10 semanas. PDGF-BB já está em estudo clínico.
Fonte: Sciencedaily

As bolhas que combatem Alzheimer, Parkinson e câncer

Minúsculas estruturas rompem a barreira hematoencefálica, fazendo com que medicamentos possam agir no cérebro e salvar vidas

Uma camada densa de células muito compactadas atua no cérebro como se formasse um regimento militar com a função de impedir a aproximação de invasores: trata-se da barreira hematoencefálica. Seu objetivo é proteger a estrutura cerebral de qualquer agente químico potencialmente nocivo. De fato, o sistema é eficiente, já que evita o desenvolvimento de doenças que podem ser fatais. O problema é que a barreira mantém longe também a maioria dos medicamentos que, em determinadas circunstâncias, seriam úteis ao cérebro. Os cientistas passaram décadas à procura de um modo seguro de romper essa couraça para tornar possível o acesso de fármacos contra Alzheimer, Parkinson e câncer. Agora, finalmente, parece haver um caminho para atingir esse objetivo.


O novo método utiliza microbolhas de gás natural, revestidas por uma rígida célula adiposa. Cientistas da Universidade Harvard, do Instituto de Tecnologia de Massachusetts, em Columbia, e de outras instituições estão desenvolvendo alternativas que permitam injetar essas bolhas na corrente sanguínea e guiá-las até a barreira hematoencefálica por meio de ultrassom. Elas funcionam como uma alavanca, que abre a barreira em pontos específicos, alvejados pelo feixe ultrassônico. Feito isso, os cientistas introduzem no paciente nanopartículas magneticamente carregadas, cobertas com medicamentos, e as guiam até o local em que melhor serão aproveitadas. Estudos com roedores demonstraram que o método propicia absorção até 20% mais eficaz de drogas contra Alzheimer e de anticancerígenos. O desafio dos pesquisadores agora é encontrar uma maneira de aumentar a intensidade do ultrassom de forma que possa ser aplicado em humanos, mas sem provocar lesões nos tecidos.


Fonte: Mente Cérebro

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

A TEIMOSIA DOS SERES HUMANOS EM UM MUNDO DE COMPETIÇÃO

           Diante da competitividade existente nos dias de hoje, quem de nós ainda não percebeu ou enfrentou desrespeito, injustiça ou até mesmo, agressão verbal, passiva ou física contra nossa pessoa ou contra os outros para conquistar objetivos? A maioria provavelmente terá uma resposta afirmativa. Infelizmente estamos vivenciando uma época de intrigas, desrespeitos e injustiças para alcançar metas, muitas vezes ambiciosas demais e até mesmo irrealistas, para serem considerados os primeiros, tanto no mundo dos negócios quanto no mundo acadêmico, social e familiar. 

Infelizmente, está cada vez mais comum a utilização de instrumentos agressivos para conseguir o que se deseja. Crenças disfuncionais e irrealistas que influenciam as pessoas como: “Posso ter tudo o que desejo. Não devo permitir que o outro me diga ‘não’. Posso falar tudo o que quiser, doa a quem doer. Sou especial, por isso não preciso seguir regras. Sou supervisor, então tenho o direito de humilhar e inferiorizar meu subordinado. As pessoas devem fazer tudo do meu jeito. As pessoas estão no mundo pra me agradar e me servir. Não devo me frustrar.”, estão cada vez mais comuns na educação de muitos seres humanos. E qual é o problema com essas crenças? Essas crenças levam a discussões, brigas, separações, rompimento de vínculos importantes entre pessoas significativas. Ou seja, são crenças que levam as pessoas a teimar e entrar em conflitos entre elas quando se deparam com a realidade.  Há muitas pessoas querendo defender a sua forma de pensar, e o que é pior, e gerador de muitos conflitos: não se calar ou descansar enquanto não fizer o outro pensar igual a si. Não basta apenas expor sua opinião, mas fazer o outro mudar de idéia. Isso não seria um problema muito sério se as pessoas não se importassem tanto em assumir seus erros. O resultado disso tudo é lógico: a teimosia dos seres humanos. A teimosia pode ser definida por qualquer rigidez no pensar, no agir ou no ver o mundo.

Antonio Roberto, em seu livro “É possível ser feliz?” escreve que o teimoso tem um apego excessivo às próprias opiniões, aos próprios gostos, nunca admitindo a sua imperfeição humana. E conviver com pessoas que sempre querem ter razão, que sempre estão ditando regras para os outros, sempre ensinando, traz um grau excessivo de insatisfação e desgaste. A idéia autoritária de que os integrantes de uma família devem pensar como nós, leva-nos a desrespeitar a individualidade de cada um: queremos que todos vejam o mundo da nossa forma e tenham os mesmos valores que nós. Daí nasce o desejo de controlar e de dominar os pensamentos, os sentimentos e as ações dos outros. Cada um de nós existe a partir da diferença e da expressão da nossa espontaneidade. Isso constitui a nossa individualidade, e qualquer forma de querer reduzir alguém ao nosso modo de pensar é uma violência.

            Devemos cair na real e perceber que cada pessoa tem seu jeito, seu caminho, seu ritmo, seus gostos, sua forma especifica de ver o mundo. O amor é a convivência harmoniosa dos diferentes.  Se você quer encontrar uma pessoa que pense e age como você, então case e interaja com você mesmo. Eu só posso amar os outros naquilo que eles são diferentes de mim. No que eles são iguais a mim, eu estou amando a mim, não eles. 

       Profissionais e estudiosos do comportamento humano relatam que excessos de dominação escondem fragilidade interna e sentimentos de inferioridade. Os erros são inevitáveis na trajetória humana. É da natureza do homem errar e é através dos erros que crescemos, av  ançamos e criamos.  Esta atenção pelos erros, principalmente dos outros, coloca-nos em estado permanente de critica e julgamento, transformando nossos relacionamentos em campos de batalha e de hostilidade. Talvez esteja na hora de encararmos o mundo como seres civilizados e aceitar que falhas, ações e pensamentos distintos fazem parte da natureza humana. Se você quer harmonia, comece por você mesmo a perder um pouco da sua rigidez no pensar e no agir. Comece você mesmo a ter mais tolerância com as diferenças, assim você vai encontrar maior flexibilidade que é a chave para enfrentar os problemas e viver satisfatoriamente.

Cleonice Andrade
Psicóloga/terapeuta cognitiva
CRP:12/04023
47-3028-8083

ANSIEDADE E PÂNICO: O MEDO DE TER MEDO

No consultório, está cada vez mais comum a queixa de ansiedade, principalmente entre os jovens. Acredita-se que isso acontece devido a grande competitividade e pressão existente na nossa sociedade, começando muitas vezes na própria casa com as exigências dos pais. É necessário ser um dos primeiros em tudo o que acontece, nos estudos, nos esportes, no trabalho, etc. A cada dia que passa as pessoas estão aceitando menos as diferenças de cada um. Muitos jovens antes mesmo de iniciar sua carreira profissional ficam preocupados com seu sucesso no futuro. O que contribui demasiadamente para o aumento da ansiedade. A ansiedade é a preocupação excessiva, o indivíduo não consegue parar de se preocupar. As preocupações surgem de pensamentos antecipatórios de ameaça ou crenças negativas.

O início pode ocorrer na infância, adolescência ou na fase adulta e piora durante período de estresse. Uma pessoa que tenha uma reação inadequada extrema, ou de longa duração a um determinado acontecimento, provavelmente pode estar sofrendo algum tipo de distúrbio de ansiedade. Um desses distúrbios bastante conhecido pela população é a síndrome do pânico. Quando a ansiedade é intensa o indivíduo passa a experimentar ataques que chamamos de pânico. O pânico surge de maneira espontânea, a pessoa não sabe o momento em que terá a crise. Essa ansiedade intensa ou medo são acompanhados por sintomas psicológicos e sensações físicas como: taquicardia, tremores, tonturas, formigamento, dificuldade de respirar e relaxar, desconforto no abdômen, medo de perder o controle, sudorese, entre outros desconfortos. A pessoa pode ter vários ataques durante o dia ou alguns ataques durante o ano.

Como surge o pânico? Quando o indivíduo percebe as reações físicas da ansiedade, seu batimento cardíaco começa a aumentar. Percebendo seu coração mais acelerado surgem pensamentos como: Estou tendo um ataque cardíaco. Se dando conta desse pensamento a respiração fica superficial e curta,  o que leva menos oxigênio ao coração e cérebro. Em razão disso o indivíduo se percebe ainda mais ansioso e seu batimento cardíaco aumenta ainda mais, e seus pensamentos agora são: isso significa que eu realmente estou tendo um ataque cardíaco. Eu vou morrer. Esses pensamentos catastróficos aumentam as sensações físicas indesejadas no sujeito provocando o pânico. Portanto, “as sensações relacionadas à ansiedade (...) tendem a tornar-se o alvo de interpretações errôneas. Quando sensações temidas ocorrem, os pensamentos e imagens de catástrofes são desencadeados”  o que é responsável pelo pânico. (GRENBERG in SCOTT, WILLIAMS e BECK, 1994).

Os cognitivistas afirmam que durante o período de vulnerabilidade os pacientes tendem a superestimar o perigo e a subestimar sua capacidade de enfrentamento (o pior vai acontecer e não há nada que eu possa fazer para evitar). Os pacientes apresentam cognições negativas que geram a crise. Os pensamentos tomam a forma de perguntas do tipo “e se...?”, envolvendo possibilidades de perigo (ferimentos, morte, etc). A experiência de ansiedade surge quando diante de um estimulo, as crenças de ameaça ou perigo são ativadas. Essas crenças podem ser reais ou irreais. No transtorno do pânico o paciente, em função de sua vulnerabilidade não aprendeu a habilidade de questionar essas crenças, e as toma como sendo reais, sem contestá-las.

Portanto, a terapia mais indicada e eficaz nesses casos é a cognitiva. Nas técnicas desta abordagem, a identificação de interpretações errôneas catastróficas dos sintomas é o foco inicial no tratamento deste transtorno. O objetivo dos cognitivistas é desenvolver uma visão alternativa e não-catastrófica dos sintomas. Com um tratamento com profissionais especializados em terapia cognitiva o paciente vai aprender a ser o seu próprio terapeuta, adquirindo habilidades necessárias para reconhecer e superar a ansiedade ou o pânico.

            Quanto à medicação, é importante, mas não suficiente, porque ela proporciona ao paciente muito pouco em termos de mecanismos de enfrentamento. Os indivíduos com transtorno do pânico podem estar entre os grupos de pacientes mais difíceis de tratar com medicação, pois todos os compostos farmacológicos têm efeitos colaterais, e os pacientes com ataque de pânico geralmente são hipersensíveis às sensações corporais. Os medicamentos oferecem o tratamento mais rápido no atendimento de crises, mas a literatura nos mostra que é de fundamental importância explorar suas crenças sobre a doença. O tratamento eficaz depende da escolha de um bom profissional,  com boas referências, e se pode obter um resultado mais rápido e satisfatório com o acompanhamento de um psiquiatra e um terapeuta.


AUTORA: CLEONICE ANDRADE
CRP: 12/04023
Psicóloga/ Terapeuta Cognitiva em Joinville
Telefone para contato: 47-30288083
e-mail: cleo_psico@yahoo.com.br

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

A DIFÍCIL CONVIVÊNCIA ENTRE CASAIS

Quando trabalhamos com casais normalmente nos deparamos com a curiosidade de existir uma “receita” ou então um “manual” de relacionamentos que eles possam seguir a partir de então e melhorar seu dia-a-dia com seu cônjuge. Conviver com alguém é um desafio, podemos acertar ou errar tentando acertar. Muitos conseguem, outros se acomodam e outros ainda fazem à opção de separação. Esses conflitos acontecem porque, sob o "feitiço" da paixão, muitos casais exageram as qualidades um do outro e descobrem potencialidades onde não existem. Vem-se daí a desilusão quando eles percebem mais tarde o erro.

A principio os casais imaginam que a alegria do inicio do casamento vai continuar pra sempre e que cada um será sempre dedicado e disposto a se sacrificar. Porém, uma serie de choques os surpreendem ao descobrirem mais tarde que suas expectativas são infundadas. O amor e a afeição em si não dissolvem essas dificuldades, mas podem oferecer incentivos poderosos para que ambos descubram formas de superá-los.

O que percebemos com freqüência é que o individuo não está disposto a assumir um compromisso porque requer a desistência de algumas coisas. Querem ter as duas coisas, por exemplo, a segurança e o amor oferecidos pelo casamento, mas também a liberdade e a falta de responsabilidade da vida de solteiro. Não querem se privar de qualquer prazer, mesmo que essa falta de restrição venha a magoar o parceiro e prejudicar o relacionamento. É preciso ter consciência que para garantir um relacionamento duradouro temos que aumentar as satisfações que são compatíveis com o casamento e desistir das que ameaçam a relação.

Um casamento significa determinação de manter o relacionamento mesmo após dificuldades, desapontamentos e desilusões. Muitos casamentos poderiam ser salvos e melhorados se os casais colocassem energia na solução de seus problemas em vez de fugir deles. Felizmente notamos uma crescente procura dos casais a consultório de profissionais especializados, o que demonstra que as pessoas estão cada vez mais vencendo o preconceito de pedir ajuda. Nosso objetivo é fazer o máximo possível para manter os relacionamentos cada vez mais saudáveis e diminuir o número de separações que as estatísticas apontam.


Cleonice Fátima de Andrade
CRP: 12/04023